“Babuska na Floresta dos Sonhos”, é um projeto desenvolvido pelo grupo de teatro infantil e contação de histórias Esculpindo Arte que trabalha com a possibilidade das crianças entenderem a importância da preservação da natureza de forma simples e direta, baseada na premissa do “eu ensino pra você o que eu sei e aprendo com você o que você sabe”.

Ao usar como fio condutor a solidariedade e a responsabilidade social, a Floresta dos Sonhos se transforma num lugar mágico onde se pratica os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), sugeridos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Assim, ali todos aceitam as diferenças de todos e os personagens, animais que representam arquétipos humanos, demonstram durante todo o espetáculo, a importância do respeito ao outro e ao ecossistema. É perceptível o cuidado que a educadora e atriz Sílvia Queiroz, e a professora e palestrante motivacional Rosana Ravache têm com o texto, para facilitar e atingir a compreensão das crianças menores. Para elas, o contato das crianças com os animais da Floresta dos Sonhos, deve inspirar a socialização e compreensão das diferenças.

A abelha Babuska, protagonista do espetáculo, faz parte da família das mamangabas espécie que emite um zumbido alto ao voar, e tem suas características próprias. Ela resolve construir uma nova colmeia onde se aprende a ser feliz, para desmistificar a ideia de que todas as abelhas são perigosas e mostra que a extinção das abelhas trará sérios problemas para a humanidade, pois são elas que levam o pólen (o pozinho que dá vida às flores e plantas) de um lado para o outro para formar novas florestas.

A Fada Polianto, fio condutor da história que se desenrola entre a Babuska e os outros personagens, dialoga com o Dininho, um dinossauro distraído, tão distraído que esqueceu de crescer, com o Sapo Moita, um príncipe que virou sapo para aprender humildade, com a Maneca Emburrada, um arquétipo das tantas Manecas Emburradas que existem nas famílias, com o Macaco Molinha, que representa os fofoqueiros de plantão e demais personagens que, de alguma forma, representam pessoas com as quais as crianças convivem no dia a dia.

No desenrolar da história, a  troca do “eu sei pelo que você sabe”, perpassa pelo reconhecimento de que, na Floresta dos Sonhos, todos têm direitos, mas também têm deveres.

É uma forma de desenvolver cidadania para que as crianças se tornem adultos proativos, com massa crítica e responsabilidade social a partir das próprias potencialidades. As características originais voltadas para a cidadania e meio ambiente do projeto, possibilitam sua apresentação em forma de contação de história, workshop ou atividade lúdico-cultural, com jogos cooperativos adaptados ao público juvenil.

Silvia Queiroz

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