2018 despertou com alegria na Avenida Paulista.

Há vinte anos vimos o início de uma festa que agora já é tradição, que movimenta a cidade e a economia local. Era um palco modesto, com artistas pouco expressivos no cenário nacional, e os moradores da região, curiosos, passeavam à vontade, sem compromissos pela via. Poucos eram os visitantes ou turistas.

Ao longo dos anos, acompanhada ou não dos antes tradicionais enfeites de Natal, a festa da virada foi se tornando um marco de São Paulo, um acontecimento turístico, um evento que foi destacado e incluído no TAC assinado entre a PMSP e o Ministério Público do Estado de São Paulo, tamanha sua importância.

Entretanto, na passagem de ano 2015/16 e também na de 2016/17 o show da virada na avenida demonstrou um descaso com a população local, uma falta de organização, de percepção das ocupações do próprio local. Essas duas festas foram feitas a 250 metros de acessos de hospitais e bens tombados,  o som não era de boa qualidade, os banheiros e “foodtrucks” tinham sido colocados na porta de condomínios residenciais, amarrados em suas grades, e o resultado da limpeza do dia seguinte também não deixou boas lembranças.

Desde o início do ano de 2017 estivemos trabalhando incansavelmente para mudar a história recente, pleiteando uma festa vibrante, organizada, segura, com respeito aos equipamentos públicos e particulares, aos comerciantes e moradores. Procuramos a secretaria das prefeituras regionais, fomos atendidos pelo Prefeito Regional Eduardo Odloak, que também nos acompanhou em reunião na SPTuris em 18 de julho de 2017.

Nessa reunião também tivemos a companhia de representante da Associação Paulista Viva e após relatarmos todos os problemas sofridos nos anos anteriores, relatamos também nossos pedidos para realização de festa condizente com sua grandiosidade, mas com as observações logísticas locais pertinentes.

Grata surpresa houve nesta festa do despertar de 2018! A organização do Réveillon instalou o palco em local mais adequado, as vias de acesso aos hospitais foram preservadas, o trânsito no entorno foi organizado, o acesso à avenida policiado, havia bases policiais, ambulâncias nas transversais, e os equipamentos instalados mereceram os devidos cuidados.

O equipamento de áudio e vídeo utilizado por toda a extensão da via não causou vibração de vídeos nem distorção de som, o que tornou a festa agradável a quem dela participou de dentro de seus lares também.

A queima de fogos, posicionada no Conjunto Nacional destacou o primeiro momento do ano com os desejos de realização dos sonhos de todos os participantes.

A limpeza após a festa foi muito mais eficiente, com diversas frentes de trabalho que iniciaram ao final do evento e perduraram até a manhã do dia 01 de janeiro.

Não estamos falando em perfeição, nem tampouco temos a ingenuidade de achar que não haveria nada a ser melhorado, que não houve qualquer transtorno, mas o comparativo com as duas últimas festas realizadas na Avenida Paulista, nos traz o alento da vontade de acertar dos envolvidos.

Não esquecemos nossos problemas diários, e nem mesmo que a poucos metros atrás do local do gigantesco palco há uma ocupação gerando desconforto com ocorrência de diversos crimes, nem as questões da guerra de som aos domingos, nem os famosos ambulantes irregulares, mas olhamos com satisfação o resultado de uma festa planejada, organizada, que levou em consideração os relatos dos locais, as necessidades dos paulistanos e turistas.

Enfim, a festa da virada de 2017/18 foi uma demonstração clara que a sociedade civil organizada pode conquistar os ouvidos e corações de nossos administradores, e que estes e os organizadores do evento dedicaram seus esforços para a realização adequada de uma festa de tal porte num dos maiores marcos de nossa cidade.

Clique aqui, leia e baixe em sua íntegra, o documento entregue ao Prefeito Regional da Sé que originou todo o processo de mudança do Réveillon de 2018 (já publicado anteriormente no editorial deste portal)

 

Raphaela Galletti

Liderança dos Moradores da Avenida Paulista

 

 


Foto: Leo Martins

Raphaela José Cyrillo Galletti, 

natural da Capital do Estado de São Paulo, advogada e empresária, mantém sua residência e escritório na Avenida Paulista. Graduada em Direito pela FADUSP em 1983, também foi professora e supervisora de ensino do CCAA até 1984, e vice-presidente do Centro de Estudos Tributários e Empresariais entre 1999 e 2003. Desde a graduação atua na área do contencioso e consultoria, além de desenvolver trabalhos administrativos para condomínios.