A grande quantidade de lojas, escritórios e apartamentos da cidade São Paulo faz com que parte da população conviva em condomínios.

Esse convívio pode ser quase impessoal, marcado por frios "bom dia", "boa noite" nos elevadores, entradas e garagens ou pode ser o encontro de grandes amizades e inimizades marcantes.

Tudo vai bem enquanto não ocorrem festas de arromba, reformas intermináveis, os clássicos vazamentos e os inevitáveis aumentos ou reajustes. Esses episódios desencadeiam entusiasmadas reclamações.

A maioria das reclamações é fruto de conflitos de interesses, de necessidades individuais que não podem ser atendidas, da falta de conhecimento da convenção e regulamento interno, e da falta de participação em assembleias gerais.

As pessoas, em geral, acham as assembleias de condomínio "chatas" ou sede de brigas e ofensas e não comparecem, apesar de convocadas.

A maioria das pessoas não lembra a importância das assembleias e que as decisões passam a determinar a vida condominial.

Reclamar por reclamar sem exercer o direito democrático de participar e votar não faz sentido.

Reclamar para fazer valer um interesse pessoal que contraria decisão da assembleia traduz uma falta absoluta de vontade de conviver bem na comunidade em que está inserido.

Reclamar e culpar o síndico, que tem o dever de fazer cumprir a convenção e as decisões das assembleias é somente querer fazer valer a própria vontade e só.

O convívio de interesses conflitantes, respeito às regras estabelecidas e opiniões divergentes faz parte do exercício diário da vida em condomínio.

Desistir de participar, ser indiferente, evitar discutir os problemas do seu edifício é atitude de quem está achando que tudo está bem administrado ou de quem não se importa com os resultados das reuniões.

Reclamar e não participar parece ser atitude de quem só quer se impor e não aceita ouvir sugestões e apreciar o exercício do resultado de troca de opiniões.

Discordar e ver a opinião contrária ser vencedora, acatando o resultado é atitude madura do exercício da convivência.

Pequenas mudanças de comportamento geram grandes mudanças em cada comunidade e multiplicam atitudes que melhoram a vida de todos.

Luiz Alberto da Silva Vieira

SMAC SS Ltda   


Foto: R. Galletti 

Luiz Alberto da Silva Vieira, 

português, natural da Ilha da Madeira, chegou a São Paulo com poucos de meses de idade e já cresceu paulistano. Formado em turismo, publicitário, abraçou a carreira de administração de condomínios, como sócio da empresa SMAC SS Ltda., alguns anos após ter experiência exercendo o cargo de síndico do Condomínio Edifício Nações Unidas, um dos símbolos da Avenida Paulista.