Acompanhe a matéria da Globo News sobre a exposição Avenida Paulista em andamento no MASP em: http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/masp-comemora-70-anos-com-obras-que-valorizam-a-avenida-paulista/5682960/

No dia 16 de fevereiro, o MASP inaugura Avenida Paulista, exposição coletiva que tomará a avenida como eixo central, abordando suas dimensões históricas, sociais, econômicas, culturais e antropológicas. Integram a mostra 17 artistas contemporâneos, que realizaram novos projetos, específicos para a exposição, sobre a avenida e seu entorno, e outros 40 artistas que já pensaram e retrataram a avenida em trabalhos passados, participando assim do núcleo iconográfico. No total, constituem a exposição cerca de 150 obras.

Compreendida no contexto do aniversário de 70 anos do MASP, que o Museu celebra em outubro deste ano, Avenida Paulista apresentará um núcleo de obras comissionadas especialmente para a exposição, e um núcleo iconográfico da Paulista, com obras existentes, que já trouxeram reflexões acerca desse espaço. Muitos desses debates permearam as discussões do seminário homônimo, realizado em 25 de junho de 2016, como parte do processo de pesquisa da mostra. Dos projetos comissionados, derivam o tom e os principais temas da exposição, que irá abordar não apenas as histórias, a paisagem e a arquitetura da avenida, mas também o seu cotidiano, como as manifestações políticas; o direito à cidade; a população em situação de rua; a gentrificação; e as questões de gênero e a sexualidade (do Parque Trianon à Parada do Orgulho LGBT). A mostra marca, assim, um desejo do MASP de se abrir para o seu entorno – a avenida Paulista, local onde está localizado desde 1968 –potencializando a transparência e a permeabilidade da arquitetura do museu, características marcantes de seu edifício.

Com mais de 120 anos e 2.800 metros de extensão, a avenida Paulista tornou-se um dos principais símbolos da cidade de São Paulo. Marcada pela pluralidade de suas ocupações e de seus públicos e pelas transformações urbanas que sofreu desde sua inauguração, a avenida é composta por múltiplas facetas. Inicialmente uma região residencial, tornou-se um importante centro comercial e financeiro, bem como um polo cultural e turístico. É palco, ainda, de diversas comemorações significativas para a cidade e o país, como a Parada do Orgulho LGBT, a corrida de São Silvestre, as festividades de títulos de futebol, os protestos e as manifestações políticas, entre outras. Atualmente, é um ponto de encontro de culturas urbanas e um local de passagem e conexão entre a periferia e o centro expandido da cidade, em que o MASP, de algum modo, é seu epicentro. Nesse contexto, pensar o MASP na avenida Paulista é refletir não somente sobre a cidade e o local em que o Museu está inserido, mas também sobre a complexidade desse lugar que carrega tantos símbolos e histórias.

Avenida Paulista acontece de 17 de fevereiro a 28 de maio de 2017, nos 1º e 2º andares, no mezanino do 1º subsolo e na sala de vídeo no 2º subsolo do MASP. Assinam a curadoria Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP, e Tomás Toledo, curador; com Amilton Mattos, etnomusicólogo; Camila Bechelany, Fernando Oliva e Luiza Proença, curadores do Museu. Um catálogo será publicado por ocasião da exposição, com imagens das obras e entrevistas com os artistas que tiveram trabalhos comissionados pelo Museu.

ARTISTAS PARTICIPANTES

O núcleo iconográfico conta com trabalhos dos seguintes artistas: 3NÓS3, Agostinho Batista de Freitas, Antônio Moraes, autores desconhecidos, Carlos Fadon, CIA de Foto, Cildo Meireles, Cláudia Andujar, Cristiano Mascaro, Dulcinéia Aparecida Rocha, Edu Garcia, Eduardo Castanho, Enzo Ferrara, Ferreira Gullar, Guilherme Gaensly, Hans Gunter Flieg, Ivan Grilo, Ivo Justino, Juan Pérez Agirregoikoa, Juca Martins, Jules Martin, Kleide Teixeira, Lina Bo Bardi, Luis Carlos Santos, Luiz Hossaka, Luiz Paulo Baravelli, Márcia Alves, Maria Luiza Martinelli, Maurício Simonetti, Maximiliano Scola, Mick Carnicelli, Milton Cruz, Nair Benedicto, Nicolau Leite, Roberto Winter, Sérgio Bertoni, Sonia Guggisberg, Thomaz Farkas, Werner Haberkorn, William Zadig.

Os artistas com projetos comissionados pelo museu são Ana Dias Batista, André Komatsu, Cinthia Marcelle, Daniel de Paula, Dora Longo Bahia, Graziela Kunsch, Ibã Huni Kuin com Bane e Mana Huni Kuin, Lais Myrrha, Luiz Roque, Marcelo Cidade, Marcius Galan, Mauro Restiffe, Renata Lucas e Rochelle Costi com Renato Firmino.

PROGRAMAS PÚBLICOS

Parte das atividades da mostra inclui uma série de oficinas e uma programação de filmes sobre a avenida e seu entorno. Filmes: Avenida Paulista, proposto por Dora Longo Bahia e o coletivo Depois do Fim da Arte, conta com oito longas que serão exibidos entre 10 de março e 19 de maio, sempre às sextas-feiras, às 19 horas. Após a projeção, serão realizadas uma conversa sobre o filme exibido e uma projeção de filmes-comentários produzidos pelo grupo de pesquisa.

A série de 13 oficinas gratuitas acontece de 4 de março a 28 de maio de 2017, ao sábados e domingos, das 14h às 17h. O programa propõe-se a trabalhar com abordagens e modos de atuação plurais, a fim de repercutir não só temas que discutem a memória da avenida – como as transformações de sua paisagem, arquitetura e iconografia –, mas também seus problemas cotidianos, tais quais a mobilidade urbana, as manifestações e protestos, pessoas em situação de rua, gentrificação e os diferentes usos de seus espaços.

Seis coletivos e companhias trabalharão diretamente com a linguagem teatral e corporal, com o intuito de provocar novas situações, diferentes qualidades de gesto, tempo e espaço, criando, assim, fricções entre o corpo e os ambientes que o circundam. As oficinas contemplarão ações performativas, desfiles, intervenções efêmeras, jogos teatrais de improvisação e derivas, utilizando-se da avenida como palco e espaço criativo.

Também participarão do ciclo cinco artistas presentes na exposição: Ana Luiza Dias Batista, André Komatsu, Daniel de Paula, Marcelo Cidade e Mauro Restiffe. A ideia é que as proposições tragam um pouco da pesquisa desenvolvida para a realização dos trabalhos de arte e possibilitem o diálogo direto entre o público, o Museu e os artistas. Espera-se, dessa maneira, oferecer um contexto fértil para que novas dinâmicas de trabalho e diferentes dimensões de suas pesquisas emerjam.

MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO Press Release

Marco Antonio Jordão Magalhães

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