A ideia de criar o dia da mulher surgiu no início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, no âmbito das lutas femininas por melhores condições de vida e de trabalho, além do direito de voto. A primeira celebração do Dia Internacional da Mulher ocorreu em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, data que deflagrou numerosas manifestações e marchas em anos posteriores em países como Alemanha, Áustria-Hungria, Dinamarca, Suíça e Rússia. Cada país, no contexto de seus acontecimentos históricos, passou a comemorar o evento em datas diferentes.

Fala-se muito de um mito que tenha originado a celebração do dia da mulher relacionado a luta e a greve de mulheres trabalhadoras do setor têxtil em Nova York no ano de 1857, e que haviam sido duramente reprimidas pela polícia ou mortas em um incêndio criminoso na fábrica, segundo diferentes versões do mito. Porém não há indícios de que isso tenha ocorrido.

Muito mais tarde, em 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores, a maioria delas costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova York, até o 11 de setembro de 2001. É provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo, de modo que esse episódio é com frequência desde a década de 1950 erroneamente considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher.

O Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920. Posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. O ano de 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977 o dia 8 de março foi adotado como o Dia Internacional da Mulher pelas Nações Unidas, que levou em consideração as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e de trabalho, durante a Primeira Guerra Mundial (1917).

A data mantém hoje relevância internacional, e a própria ONU continuava a dinamizá-la, como sucedeu em 2008, com o lançamento de uma campanha, “As Mulheres Fazem a Notícia”, destinada a chamar a atenção para a igualdade de gênero no tratamento de notícias na comunicação social mundial.

Em pleno século XXI as mulheres continuam sendo discriminadas, abusadas sexualmente, mortas dentro de seus lares e relevadas ao segundo plano; e muitas vezes questiono:

Como é que você mulher, consegue estar sempre de bom humor, sempre em paz consigo mesma e com o mundo à sua volta?

Como você consegue ser gentil 24 horas por dia?

Como você consegue se apresentar elegante em qualquer circunstância, revelando esta sua saudável e discreta vaidade?

Como você consegue ser tão especial e tão preocupada com a felicidade de todos os que a cercam, tão empenhada em proporcionar um ambiente de harmonia e de beleza?

Sei que em nome desta paz, muitas vezes você mulher abre mão dos seus próprios interesses...

Cora Coralina em sua simplicidade, elegância e ternura com as palavras escreveu:

“Eu sou aquela mulher
a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida
e não desistir da luta,
recomeçar na derrota,
renunciar a palavras
e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos
e ser otimista”.

Parabéns a você mulher que faz a diferença na vida de todos nós!

Marco Antonio Jordão Magalhães

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Foto: Fernanda Magalhães 

Marco Antonio Jordão Magalhães, 

paulistano, empreendedor e empresário, possui MBA pela Michigan University na Michigan Ross School of Business. Sua carreira de mais de 30 anos é divida em duas fases, como colaborador premiado na área de marketing em multinacionais automobilísticas e como empreendedor conduzindo ideias, inspirando clientes e dirigindo uma equipe global de web e marketing. Mora em São Paulo e ama a Avenida Paulista, onde aplica parte dos serviços de integração digital, social e design que fazem a diferença para seus clientes em New York, San Francisco, Toronto, Londres, Buenos Aires e São Paulo.