O globalismo pode ter pelo menos dois significados diferentes e opostos. O primeiro é a atitude política ou a colocação dos interesses de todo o mundo acima dos interesses individuais das nações; o segundo é ver o mundo inteiro como uma esfera própria de um projeto de nação para influência política.

Esse tema já é bastante difundido e discutido no primeiro mundo. Aqui no terceiro mundo, passa longe dos organismos de imprensa online ou impressa que nesse momento se aglomeram em eventos carnavalescos que já duram quase um mês em alguns pontos do país...

O cientista político americano Joseph Nye, cofundador da teoria das relações internacionais do neoliberalismo, defende que o globalismo se refere a qualquer descrição e explicação de um mundo que se caracteriza por redes de conexões que se estendem por distâncias multicontinentais, enquanto que a globalização refere-se ao aumento ou diminuição do grau do globalismo.

Na época da Guerra Fria, o globalismo foi interpretado como significando apenas “expansão do imperialismo americano”. Nos anos 1990, falava-se muito também de “transnacionalização das empresas” e “expansão dos meios de comunicação”. Na verdade, o globalismo incluía tudo isso, mas com um adendo: sua intenção "não era aumentar o poder dos EUA", mas usar esse seu poder hegemônico midiático, político e cultural para difundir os ideais do globalismo.

Porém o globalismo também é uma realidade problemática, atravessada por movimentos de integração e fragmentação, implicando tribos e nações, coletividades e nacionalidades, grupos e classes sociais, trabalho e capital, etnias e religiões, sociedade e natureza. Para compreender os movimentos e as tendências da sociedade global, pode ser indispensável compreender como as diversidades e desigualdades atravessam o mundo.

A União Europeia é um exemplo desse globalismo, criada para ser um Estado acima dos demais governos locais a fim de evitar mais guerras na Europa. O problema é que a união entre os vários países não ocorreu de maneira espontânea e popular, mas sim imposta por uma agenda globalista onde as pessoas comuns não se vêm representadas pelas normas e leis impostas pelos burocratas de Bruxelas; e recentemente a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) só vem de encontro ao descontentamento popular com o globalismo.

O globalismo enfrenta os princípios conservadores dos seres humanos. Aceitar as mudanças nunca foi algo confortável para o homem, rejeitá-las ou desacelerá-las acabam sendo fatores predominantes que cedo ou tarde voltam a aparecer inclusive sob ações terroristas; desta forma caindo por terra o objetivo de paz entre as nações “vendido” pelo globalismo.

Para a manutenção do globalismo há a necessidade da ação de movimentos que se oponham aos conservadores, o que hoje denominamos de a “nova esquerda” também chamada de progressista; pautada em um mundo pacífico através da ação de um Estado forte, além das fronteiras de um país, capaz de destruir todas as fontes de desigualdade da sociedade: racial, sexual e de renda.

E isso já está ocorrendo, tendo como protagonistas financeiros para a manutenção das ações progressistas nomes como George Soros, Rockfeller, Ford entre outros. Metacapitalistas que defendem um governo global.

Muitos desses movimentos progressistas não lutam pelos mais oprimidos, mas se vendem como bem-intencionados, politizando problemas de fato reais, por meio de uma guerra de narrativas que explora ressentimentos, para imporem sua ideologia sobre a sociedade.

O Brasil dos últimos anos não ficou imune ao fenômeno e vem sofrendo as consequências de ideias de grupos antagônicos, frutos do globalismo. 

Marco Antonio Jordão Magalhães

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Foto: Fernanda Magalhães 

Marco Antonio Jordão Magalhães, 

paulistano, empreendedor e empresário, possui MBA pela Michigan University na Michigan Ross School of Business. Sua carreira de mais de 30 anos é divida em duas fases, como colaborador premiado na área de marketing em multinacionais automobilísticas e como empreendedor conduzindo ideias, inspirando clientes e dirigindo uma equipe global de web e marketing. Mora em São Paulo e ama a Avenida Paulista, onde aplica parte dos serviços de integração digital, social e design que fazem a diferença para seus clientes em New York, San Francisco, Toronto, Londres, Buenos Aires e São Paulo.