O renascimento foi o período da história da filosofia europeia que se situou entre a Idade Média e o Iluminismo, indo do século XV ao começo do século XVII, sobrepondo a Reforma e a Idade Moderna; cujos elementos distintivos são o renascimento da educação e a civilização clássica com um retorno parcial à autoridade de Platão sobre Aristóteles.

O período foi marcado por transformações em muitas áreas da vida humana que assinalam o final da idade média e o início da idade moderna, com transformações bem evidentes na cultura, sociedade econômica, política e religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e significando uma ruptura com as estruturas medievais.

Se focarmos como exemplo o que seria a região da Itália hoje, durante o Renascimento, as cinco principais potências na península Itálica eram: o Ducado de Milão, a República de Veneza, a República Florentina, o Reino de Nápoles e os Estados Papais. A maior parte dos Estados da península era ilegítima, tomados por mercenários chamados condotieri.

Foram incapazes de se aliar durante muito tempo estando entregues à intriga diplomática e às disputas, e, por suas riquezas, eram atrativos para as demais potências europeias do período, principalmente a Espanha e a França. A política italiana era, portanto, muito complexa e os interesses políticos estavam sempre divididos. 

Neste período viveu o brilhante Nicolau Maquiavel, historiador, poeta, diplomata e músico italiano que foi o primeiro a propor uma ética para a política diferente da ética religiosa, onde a finalidade da política seria a manutenção do Estado.

Autor do qual sou fã inconteste, cujo livro “O Príncipe” é atemporal e bastante atual. Pelo qual é reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de ter escrito sobre o Estado e o Governo como realmente são e não como deveriam ser. É provavelmente o livro mais conhecido de Maquiavel e foi completamente escrito em 1513, apesar de publicado postumamente, em 1532. Onde o autor debate o que é um principado, que tipos de principado existem, como são conquistados, mantidos e como se perdem.  

É deste livro o trecho do título deste editorial, que mostra o quão dependentes somos uns dos outros em uma corrente que, partida, trará resultados desastrosos.

Maquiavel escreveu história mais como pensador político do que como historiador, ele também acreditou que a história se repete, tornando a sua escrita útil como exemplo para que os homens, tentados a agir sempre da mesma maneira, evitassem cometer os mesmos erros. Para ele, em geral, os seres humanos tendem a manter a mesma conduta quando esta frutifica e assim acabam perdendo o poder quando a situação muda.

Quase quatro séculos após, vivemos momentos complexos e semelhantes aqui no Brasil. Corrupção desenfreada, governo central à deriva, estados quebrados não só por um governo ou partido, mas por uma sequência de vários que se diziam diferentes, mas que resultaram em iguais.

Há quase duas décadas observamos o estado do Espírito Santo e em especial sua capital se deteriorar de forma violenta. O mesmo ocorreu em seu vizinho, o Rio de Janeiro e em um outro um pouco mais distante, o Rio Grande do Sul, sem falar em outros estados.

No atual momento, não há sono para o príncipe, pois não há soldo para o soldado...

Quando tudo isso vai mudar?

O Brasil clama por educação, como a mesma foi um dos elementos distintivos para a Europa do Renascimento.

Marco Antonio Jordão Magalhães

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Foto: Fernanda Magalhães 

Marco Antonio Jordão Magalhães, 

paulistano, empreendedor e empresário, possui MBA pela Michigan University na Michigan Ross School of Business. Sua carreira de mais de 30 anos é divida em duas fases, como colaborador premiado na área de marketing em multinacionais automobilísticas e como empreendedor conduzindo ideias, inspirando clientes e dirigindo uma equipe global de web e marketing. Mora em São Paulo e ama a Avenida Paulista, onde aplica parte dos serviços de integração digital, social e design que fazem a diferença para seus clientes em New York, San Francisco, Toronto, Londres, Buenos Aires e São Paulo.