Já é sabida a preocupação dos moradores da Avenida Paulista e do seu entorno com a preservação do parque Trianon, o que já se faz presente no Conselho Gestor dos Parques Paulista (leia mais sobre a formação do atual conselho em matéria anterior deste mesmo editorial), na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, no Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e no Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), que vêm traçando estratégias, definindo projetos e implementando ações.

Em 2013, um levantamento técnico indicava a existência de 83 palmeiras australianas adultas, Seafórtias. No censo preliminar deste ano, o número subiu para 197, o que é chamado de “invasão biológica” quando uma planta exótica, não natural, compromete a flora original.

As palmeiras chegaram há décadas no parque, para uso paisagístico. Por não ser brasileira, a árvore não tem predadores naturais, como roedores e aves que comeriam as sementes caídas e as mudas que brotam no solo. “Ao longo de todas essas décadas, ela foi se desenvolvendo e hoje ela domina”, informa a gerente de áreas protegidas da Fundação SOS Mata Atlântica, Érika Guimarães.

Segundo a especialista, um dos problemas da palmeira é que a copa dela faz muita sombra sobre as outras plantas. “Outras espécies que são espécies de sub-bosque, que vivem no extrato um pouquinho abaixo da floresta, que precisam da insolação, da luz do sol para se desenvolver, não se desenvolvem porque ali não chega a luz do sol”.

Além de comprometer árvores nativas como o jequitibá-rosa, o pau-brasil e o jerivá, o predomínio das palmeiras australianas também é um risco para as 57 espécies de animais silvestres do parque: 10 invertebrados, um anfíbio, 39 aves e sete mamíferos.

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente informou que observou os diversos estudos realizados no local, envolveu a sociedade civil e promoverá a substituição gradativa da Seafórtia do Trianon por mudas nativas da Mata Atlântica.

Neste primeiro momento já começaram a ser retiradas as plântulas de Seafórtia, espécimes jovens da palmeira por um grupo de voluntários capitaneados pela SOS Mata Atlântica, o que já passa a reduzir a velocidade de sua proliferação no parque.

O projeto para o Parque Trianon como um todo prevê a conscientização da comunidade para a reposição das perdas vegetais e consequente retirada dessas plantas, além do controle da invasão biológica em andamento.

Participe você também deste projeto, intere-se sobre as ações junto ao Conselho Gestor dos Parques Paulista que se reúne na última quarta-feira de cada mês no Parque Trianon, bastando para isso ir até a administração do parque e conferir as datas e horários.

A preservação do meio ambiente é um dever de todos nós.

Conheça mais sobre a história do parque assistindo o vídeo abaixo:

  

Marco Antonio Jordão Magalhães

Publisher


Foto: Fernanda Magalhães 

Marco Antonio Jordão Magalhães, 

paulistano, empreendedor e empresário, possui MBA pela Michigan University na Michigan Ross School of Business. Sua carreira de mais de 30 anos é divida em duas fases, como colaborador premiado na área de marketing em multinacionais automobilísticas e como empreendedor conduzindo ideias, inspirando clientes e dirigindo uma equipe global de web e marketing. Mora em São Paulo e ama a Avenida Paulista, onde aplica parte dos serviços de integração digital, social e design que fazem a diferença para seus clientes em New York, San Francisco, Toronto, Londres, Buenos Aires e São Paulo.